APRENDENDO A VIVER

Aprendi que se aprende errando.
Que crescer, não significa, necessariamente, fazer aniversário.
Que sempre há algo mais prazeroso por fazer que aquilo que deve ser feito.
Que trabalhar não significa apenas ganhar dinheiro.
Que colega pode ser também amigo... e amigo se conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos ficam com você até o fim.
Aprendi que se pode ajudar sem gastar nada.
Que não custa contribuir para fazer alguém feliz.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela.
Aprendi que amar significa se doar por inteiro.
Que um dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que o mundo gira e que se pode voltar para o mesmo lugar de onde saímos.
Que conservar as amizades é muito importante.
Que se deve amar sem limites para não ficar sozinho.
Aprendi que uma palavra de apoio e carinho faz muito bem à saúde...
Que dar carinho também faz.
Que a indiferença machuca.
Que o julgamento alheio não é importante.
Que a experiência mais cruel, também nos serve de aprendizado.
Que sonhar é preciso...
Viver o momento presente também.
E finalmente, aprendi que Deus é maravilhoso e justo, e sempre nos dá oportunidades, mas muitas delas são únicas, cabe a nós aproveitá-las.

12/08/2011

Vocação

vocação:PDFImprimirE-mail
A palavra “vocação” refere-se sempre ao ato de chamar, de escolha e de disposição para algo ou para alguma missão. Pelo Batismo, somos chamados a uma vida cristã como filhos e filhas de Deus.

Deus chama através de pessoas, acontecimentos, situações de sofrimento, da oração, de diferentes modos. Não se trata de uma nova vocação, mas a vivência da vocação batismal de maneiras diferentes. O chamado é que é algo original.

Há uma só vocação, que vem de Cristo: a vocação à santidade.
Jesus convida a segui-lo, cada um da própria situação em que se encontra.

Pede confiança Nele (Mc 2,14). Confiança plena em sua pessoa e não a uma causa. A resposta obediente pode ser vivida deixando lugar de trabalho, de status, a casa, a família. Não se trata só de adesão interna, mas de unir-se a Jesus em seu projeto de vida.

Ele chama Doze para estarem com Ele e para enviá-los a pregar o seu Evangelho.

Não é pura adesão intelectual, mas adesão ao seu modo de viver. Os discípulos prolongam a presença e a obra de Jesus.
Eu acredito que nos dias de hoje seguimos sim a Jesus, porém, falta coragem para essa entrega nos jovens, a igreja está cheia se seguidores com idade avançada e não se tem muitas vocações sacerdotais e religiosas não sei o que está acontecendo no mundo, mas é preciso retomar o conceito novamente urgente.

Não permita que a sua vocação seja sufocada!!!! Se Jesus te chama não deixe pra responder quando já estiver velhinho, ofereça a sua juventude , pois é muito gratificante saber que a sua história pode servir de exemplo pra alguém como vários santos o fizeram.

Pense nisso!!

27/04/2011

Sermão das Sete Palavras

Sermão das Sete Palavras

Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte.

"Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem"

No auge do sofrimento, Cristo não perde a dimensão da fragilidade do ser humano e implora o perdão pra nossas culpas. Seu sangue derramado na cruz nos torna limpos para voltar à casa paterna. Mas somos também capazes de perdoar a nós mesmos e aos outros? Quando oramos: "Perdoai-nos, assim como perdoamos", sabemos o que pedimos? Aceitamo-nos incondicionalmente como somos e nos respeitamos? Quem não perdoa a si mesmo não perdoa a ninguém mais.

Quem não se aceita não aceita aos outros. Pois para isso é necessário que se reconheça as próprias dificuldades e limitações, esforçando-se para se corrigir. E, dessa mesma forma, agir sempre com os outros.

"Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso".

Sentindo dores, o homem crucificado ao lado de Jesus não o insultou como os demais. Ao contrário, pediu e recebeu o seu perdão incondicional e imediato. Cristo não lhe prometeu o paraíso para depois. Tampouco lhe falou de novas vidas ou de reencarnações. "Hoje mesmo" - afirmou Jesus! E quantos de nós desacreditamos nessa misericórdia divina, acreditando que somente nosso esforço, nesta e em outras vidas, nos tornará dignos de voltar ao Pai.

"Mulher, eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua Mãe!"

Apesar de todas as nossas infidelidades, ele não nos deixou órfãos: deu a sua própria mãe como nossa mãe. Mas seremos dignos de ser filhos daquela que disse o sim, totalmente incondicional, quando convidada a ser parte essencial do plano de Deus para nos salvar? Seremos nós também capazes de dar esse sim incondicional e, em atividade, testemunhar o Evangelho sem timidez? Não fomos feitos filhos adotivos de Maria e, por conseqüência, irmãos de Jesus Cristo, apenas para nos vangloriarmos de ser cristãos, sacerdotes ou ministros extraordinários da Igreja.

"Tenho Sede!"

Jesus teve sede mas, ao invés de água, deram-lhe vinagre. Também para nós Jesus vive a dizer: "Tenho sede! Tenho sede de homens e mulheres, adultos e jovens, que caminhem comigo. Que não tenham medo de correr riscos, que não se apeguem a títulos, cargos e aos bens transitórios deste mundo. Que estejam dispostos a levar a boa nova a todas as criaturas. Tenho sede de justiça e de trabalho para todos, pois afinal meu Pai não criou o mundo só para alguns, mas indistintamente para todos. Tenho sede de pessoas que não aceitem o erro, porque é muito difícil combatê-lo. Tenho sede de ver a humanidade inteira totalmente feliz! Saciem pois essa minha sede, e a minha redenção pela cruz estará plenamente realizada!"

"Eli, Eli, lema sabachtani? - Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?"

Teria Deus abandonando seu Filho na cruz? Certamente que não. Contudo, a natureza humana de Jesus sofria tanto que ele sentiu falta do carinho de seu e nosso Pai.

Quantas vezes nós também gritamos a mesma coisa, porém sem qualquer convicção de que Deus nos escuta. Quantas vezes passamos meses e anos esquecidos de Deus, nunca nos lembrando de conversar com ele, agradecendo tudo o que dele recebemos. Mas, quando nos sobrevém qualquer sofrimento e a dor nos atinge, gritamos revoltados: "Por que nos abandonastes?" Mas não é ele quem nos abandona: nós é que o abandonamos. E, de repente, queremos atribuir a ele todos os sofrimentos que nós mesmos criamos, para nós e para os outros. Fazemos de nossa relação com Deus uma transação comercial: "Eu lhe dou esmolas e orações apressadas, em compensação quero receber tudo aquilo que penso ter direito. E, se não recebo o que quero, protesto: "Por que me abandonaste?"

"Tudo está consumado!"

Jesus Cristo olha, do alto da cruz, o novo mundo que começa: a humanidade recebe, em letras de lágrimas, suor e sangue, e sua quitação por todas as dívidas assumidas. Mas estará tudo consumado para cada um de nós em particular? Será que nada mais tenho a fazer? Posso me esquecer de Cristo, que ele ressuscitou e está presente em cada ser humano? Posso entrar num aposentadoria espiritual, nada mais fazendo porque Cristo já fez tudo por nós? Jesus consumou sua obra redentora na cruz. Mas foi exatamente ali que começou a nossa obra pessoal, como redimidos e discípulos de Cristo. Tudo estará consumado quando conseguirmos expulsar deste mundo o egoísmo, a ambição, o desamor, a miséria e a falta de oportunidade para todos.

"Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!"

Chega ao final a agonia da cruz, Cristo entrega-se totalmente nas mãos do Pai. Um dia, ao entregarmos também nossos espírito nas mãos do Pai, com certeza ele não nos perguntará pelas grandes obras que fizemos, mas pelas pequeninas coisas que deixamos de fazer. Voltar ao Calvário é redirecionar nossa vida. É tomar a decisão corajosa de entregar ao Pai não somente nosso espírito, mas nossas mãos, nosso coração, nossa mente e toda a nossa vida. Com certeza, ele já está de braços abertos a nossa espera. Como o pai do filho pródigo. Basta que nos lancemos neles, com total amor e confiança.

Páscoa: O Senhor está no meio de nós! Jesus Ressuscitou!!

O tempo Pascal nos coloca diante do mistério do Cristo Ressuscitado dos mortos, do Cristo vencedor da morte e do pecado, que nos convida a contemplarmos a sua vitória, que é a vitória de todos aqueles que são cristãos: configurados no Cristo pela sua morte e gloriosa ressurreição. Assim nos é preparada a possibilidade, se vivermos o mandamento novo, o amor a Deus e aos irmãos, para sermos dignos de termos o mesmo destino do Cristo Ressuscitado, a vida eterna.
Por isso quatro são as características dos seguidores de Cristo, que são todos os batizados, e que se intitulam de cristãos:

Permanecer na Doutrina dos apóstolos: A comunhão fraterna; fração do pão; oração.

1. Seguir os ensinamentos dos Apóstolos. Os Apóstolos dão testemunho do que viram, ouviram e testemunharam do Cristo. Jesus passou a sua vida neste mundo fazendo o bem, curando os doentes, concedendo a vista ao cego, curando o coxo, expulsando a lepra, retornando a vida anterior a Lázaro, o morto; e pregando a misericórdia e o perdão dos pecados, pela adesão ao seu Evangelho. Os apóstolos dão ao mundo testemunho destas verdades e nos pedem uma adesão profunda ao que Cristo nos deixou: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (Cf. Jo 13, 34). E dava-lhes o Espírito Santo, a fim de realizarem tal missão” . Não um amor individualista ou orgulhoso, nem muito menos de auto-suficiência. Nós devemos amar aqueles que nos perseguem; aqueles que nos caluniam; aqueles que são pedra de tropeço no nosso caminho. Amar sem limites, amar por caridade e reconhecer no outro, no próximo, o próprio Cristo.

2. Comunhão fraterna: a comunhão fraterna é a principal vivência do cristão. Nós não podemos ser seguidores de Cristo sozinhos, isolados. Estamos inseridos dentro de uma comunidade, chamada comunidade eclesial, a Igreja, na qual somos chamados a partilhar e colocar tudo em comum, os nossos dons, as nossas alegrias, as nossas esperanças, e, também, as nossas dificuldades. A comunhão fraterna é colocar nossos dons em comum: “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. Unidos de coração, freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo.

3. A fração do pão. Pela Eucaristia nós nos encontramos verdadeiramente como irmãos em Cristo. A Eucaristia é aquele dom maior que Cristo nos deu na Quinta-feira Santa, ao instituir o mandamento novo do amor, como nos fala o Documento de Aparecida: “Essa realidade se faz presente em nossa vida por obra do Espírito Santo, o qual também nos ilumina e vivifica através dos sacramentos. Em virtude do Batismo e da Confirmação, somos chamados a ser discípulos missionários de Jesus Cristo e entramos na comunhão trinitária da Igreja. Só aqueles que amam e acolhem o diferente, do santo ao pecador, podem participar do banquete nupcial do Cordeiro. Não a celebração ritual da Páscoa judaica, em que se sacrificava o cordeiro novo, sem defeito, e untava as portas de sua casa, para que o anjo exterminador não matasse o primogênito. Mas o Cordeiro novo, que morre para nos vida, o Cordeiro de Deus, Jesus, redivido, que tirou e tira todo o pecado do mundo pela sua ressurreição (Cf.Jo1,29).

4. A oração. Todos nós sabemos que Jesus nos deixou uma única oração: o PAI-NOSSO. No Pai Nosso nós rezamos ao Pai que está nos céus, por quem queremos declarar que o seu nome é santificado, pedindo que venha o seu reino e que não seja feita a minha vontade, mas a vontade Dele, o Redentor e Salvador, na terra e no céu. O pão nosso de cada dia que hoje nos daí, nos ajuda a perdoar as nossas ofensas, da mesma maneira como nós devemos perdoar a quem nos ofende, a quem nos persegue, a quem nos machuca no corpo e na alma. Uma oração que nos ajuda a fugir do pecado e do mal e nos livra da tentação e do tentador, o inimigo, que bate a nossa porta.
Vivendo esses ensinamentos sejamos autênticos discípulos-missionários de Jesus Ressuscitado, fazendo de nossa vida, como a Páscoa e o mistério cristão, um grande domingo, o dia do Senhor.

20/03/2011

Planeta TERRA

A Terra pulsa. Tem vida.
Portanto, sofre as agressões dos humanos.


VAMOS AJUDAR O NOSSO PLANETA!!

28/02/2011

Catequese : Caminho para o díscipulado.

Catequista : tem que ser apaixonado pela mensagem que Jesus deixou.

Qual é a sua Missão?
A Missão não é fazer tantas coisas.
A Missão é comunicar o extraordinário, que invadiu a nossa vida normal. Assim como aconteceu aos Apóstolos (cf. Mt 4,18-22), que tiveram a vida normal tocada pelo encontro com o inesperado, com o espetacular, fora de qualquer previsão, a vida foi tocada por algo imprevisto: pelo encontro com Jesus.
A Missão não é um acréscimo à vida.
Não é que se deva fazer alguma coisa a mais, deve ter a iniciativa e não ficar de braços cruzados.

A catequese é a educação permanente à Missão.
Educar de forma permanentemente as pessoas a serem missionárias, a viverem a Missão .
É uma educação constante da fé católica. Educar ao conhecimento da pessoa de Jesus, ao Seu seguimento ao Seu testemunho e ao Seu anúncio.
A função da catequese na Missão é preparar àquela “luz do mundo e sal da terra” (cf. Mt 5,13-16).

Campanha da Fraternidade 2011.

Tema : Fraternidade e a vida no planeta.
Lema : A criação geme em dores de parto.

A CNBB propõe para que todas as pessoas olhem para a natureza e percebam como as mãos humanas estão contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas, com sérias ameaças para a vida em geral, e a vida humana em especial.








em construção ....

dinâmica dos balões

Dinâmica dos balões

Deixar as crianças em círculo, colocar uma musica e distribuir uma bexiga para cada um, avisar q não podem deixar as bexigas cair no chão , vai tirando uma criança de cada vez, mais o balão fica e as outras não podem deixar o balão cair, até ficar só uma criança, ela não vai poder segurar todos os balões e vão começar a cair.

{Objetivo} Mostrar que todas fazem parte e são importantes, e por isso tem que trabalhar unidas, se não sobra para uma só o que poderia fazer juntos. Vale lembrar que é muito mais animado fazer em equipe, porque trocamos experiências e não desanimamos.

Bjks e fiquem com Deu>

15/02/2011

Ano Liturgico

Quadro do Ano Litúrgico



CÁLCULO ANO LITÚRGICO

O Ano Litúrgico passa por três ciclos, chamado de anos A, B, C.
A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C. Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.
Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.
Exemplo:
1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A
….
2011 é 2+0+1+1= 4 ( 3+1)= Ano A


Advento - identificado pelo cor roxa.
Este período contém 4 semanas
primeiramente conforme as leituras dos Santos Evangelhos, tratam-se da espera da volta do Senhor. Possui como lema a frase “Vinde, Senhor Jesus!”. Outra particularidade deste tempo é que há também a referência ao primeiro Advento, quando pela promessa realizada ao povo Judeu, o Salvador nasceria na Cidade de Davi, em Belém. Além disso, também a espera da manifestação do Senhor no primeiro Advento, quando todos aguardavam o Messias, o Salvador.


Natal -identificado pela cor branca.
O tempo do Natal - Anúncio do Nascimento do Salvador, nas vésperas e no dia de Natal em 25 de dezembro.
No Ciclo do Natal há também outras Celebrações Litúrgicas, seguindo em ordem são as Celebrações da Sagrada Família, Santa Mãe de Deus (1º de janeiro - Dia de Guarda), Epifania e o Batismo do Senhor.
Após o Natal temos a inserção inicial do Tempo Comum, identificado pela cor verde.

Quaresma - identificado pela cor roxa.
Tempo da Quaresma, 40 dias que nos remete ao período em que Jesus permaneceu no deserto sob as tentações do maligno, derrotando-as em nosso favor. A Quaresma também nos relaciona com o Sacrifício e a conversão pessoal ligado de maneira intima a Paixão do Senhor.

O tempo da Quaresma possui em seu ciclo de 5 Domingos, sendo sempre iniciada na Quarta-Feira de Cinzas (Dia de Guarda) e tem seu término na Celebração da Quinta-Feira Santa, quando se inicia o Tríduo Pascal.
É costume manter o espírito quaresmal até o Sábado Santo, quando a Igreja anuncia a Ressurreição do Senhor, culminando assim no mais importante período para o Católicos, suas características são a ausência de qualquer tipo de enfeites no interior das Igrejas.
Não se pronuncia a oração Litúrgica do Glória e também o Aleluia é omitido, para ser cantado apenas na Missa da Páscoa.

Penitência é o caminho que a Quaresma sugere aos Católicos, como um período propício para abaster-se de tudo aquilo que dificulta a vida de oração e por resultado impede a conversão do coração e a aproximação nossa com Deus. Penitência e jejum devem ser realizados para que nos exercite corporalmente e espiritualmente, tornando-nos mais livres para vivenciarmos perante a primazia de Deus na nossa vida, na vida da Igreja e na vida de todo o mundo.

Quinta-Feira Santa o Tríduo Pascal, onde a Igreja se coloca em uma silenciosa vigília , os fiéis acompanham, através da Liturgia Católica os momentos próprios do Tríduo, que se culminará no anúncio da ressurreição de Cristo.
O Lava-pés,a instituição do Sacerdócio e a instituição da Santíssima Eucaristia, Jesus se faz presente conosco, de maneira real, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade através do Mistério Eucarístico. Neste mesmo dia há a benção dos Santos Óleos (do Crisma, do Catecúmeno e dos Enfermos).

Sexta-Feira Santa, ou Sexta-Feira da Paixão, único dia em que há celebração litúrgica mas que não há a celebração do Santo Sacrifício do Altar, isso se explica porque toda a Igreja se volta para o Sacrifício Cruento, ocorrido na Cruz, no Calvário, na cidade de Jerusalém.
A Igreja, neste dia celebra a Adoração da Santa Cruz e o anúncio da morte do Senhor. Sim, a Igreja toda anuncia a morte de Cristo neste dia. Sem o anúncio da morte do Senhor, não poderíamos proclamar a sua ressurreição.
Neste dia, as imagens dos Santos e Anjos que ornamentam as Igrejas, são cobertos por panos da cor roxa e todas as tolhas e tecidos que cobrem o altar são retirados, vivemos então um período de resignação pelos nossos pecados, pois pelos nossos pecados, Jesus se entregou na Cruz .

Sábado Santo é um dia de muito silêncio interior, pois Cristo está sepultado. Estamos com ele sepultados, afinal foi isso que a redenção nos trouxe pelo Batismo, com Jesus fomos sepultados para a morte. Aguardamos neste dia a ressurreição juntamente com o Senhor.

Páscoa
Chegamos ao Tempo Litúrgico mais importante da vida da Igreja. É a Páscoa do Senhor. O sentido da Páscoa mantém de certa forma o sentido da Páscoa Judaica, que se rememora a libertação dos hebreus da escravidão do Egito e a passagem para a Terra Prometida.
A grande diferença e a superioridade da Páscoa Cristã é que estávamos todos escravos do pecado, havíamos perdido a nossa liberdade de sermos salvos e passarmos para a verdadeira e definitiva Terra Prometida, que é o próprio Céu. Se um de nós não pode vencer a morte e libertar-nos assim do pecado, Deus enviou-nos o seu Filho único para realizar esta redenção definitiva, esta Nova e Eterna Aliança. Assim, ao proclamarmos a Ressurreição do Senhor, estamos imediatamente anunciando que a morte fora vencida em um único e perfeito Sacrifício.
"Aleluia, Jesus Cristo ressuscitou, aleluia, aleluia."
Na Páscoa temos a mais ampla celebração da Igreja Católica. Diversos ritos são celebrados em uma única cerimônia. Assim como a Renovação das promessas batismais, o Rito do Batismo, celebrando assim a vitória da vida sobre a morte, pelos méritos de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
O Período Pascal se estende por 50 dias, culminando na Festa de Pentecostes.

Tempo Comum identificado pela cor verde
Dado algumas das intensas riquezas dos ciclos vividos até agora, voltamos ao tempo Comum. O tempo Comum se relaciona sobretudo com a vida pública de Jesus. Identificado pela cor verde é um tempo em que prezamos muito os Domingos e os dias de preceitos que ocorrem durante este ciclo, aliás, o maior ciclo litúrgico é justamente o Comum, abrangendo ao todo durante o ano litúrgico 43 semanas.

Podemos dizer que o tempo comum é um tempo próprio para o amadurecimento da Fé e da razão humana, afim de se estabelecerem plenamente em Cristo. Vivemos cotidianamente uma vida pública e é preciso nesta vida estar por completo fundamentada no Evangelho, nos Mandamentos da Lei de Deus, na intensa oração e vigília.

O Batismo, a Confissão, a Santíssima Eucaristia e todos os Sacramentos são estas heranças que mantém os que querem seguir caminhando com Cristo e que recebem, do próprio Cristo, pela sua Igreja.

Além de tudo, mantemo-nos intimamente ligados ao Espírito Santo, orando e confiando a ele toda as nossas ações. Assim, cresceremos em Fé, razão e discernimento, livrando-nos do mal, perdoando e assim, contatando com a felicidade para qual fomos chamados, uma felicidade que respeita a ordem das coisas, que é amar realmente Deus sobre todas as coisas, amar a nós mesmos como pessoas desejadas por Deus e ao nosso próximo de maneira semelhante.

O ano litúrgico finda-se com este período do tempo Comum, sobretudo, ressaltamos o Domingo de Jesus Cristo Rei do Universo, o último Domingo do Calendário Católico.

Após a celebração de Cristo Rei do Universo e a semana que segue, finda-se mais um ano católico e se reinicia outro, sugerindo constância e perseverança pelo caminho, pela vida, até o fim dos tempos.

AS CORES LITÚRGICAS

Quando vamos à Igreja, notamos que o altar, o tabernáculo, o ambão e até mesmo a estola usada pelo sacerdote e o diácono combinam todos com uma mesma cor. Percebemos também que, a cada semana que passa, essa cor pode variar ou permanecer a mesma. Se acontecer de, no mesmo dia, irmos a duas igrejas diferentes comprovaremos que ambas utilizam as mesmíssimas coisas. Dessa forma, concluímos que as cores possuem algum significado para a Igreja.
A cor usada em um certo dia é válida para toda a Igreja, que obedece um mesmo calendário litúrgico.
A igreja tem o Diretório litúrgico que acompanha-se anualmente.

1) Verde - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

2) Branco - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

3) Vermelho - Simboliza o fogo purificador, o sangue e o martírio. Usada nas missas de Pentecostes e santos mártires, não pode ser substituída.

4) Roxo - Simboliza a preparação, penitência ou conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.

5) Rosa (em desuso) - Raramente usada nos dias de hoje, simboliza uma breve "pausa" na tristeza da Quaresma e na preparação do Advento.

6) Preto - Também em desuso, simboliza a morte. Usada em funerais, vem sendo substituída pela cor Roxa.